Descoberta do Gênesis na Língua Chinesa

Autores: C. H. Kang e Ethel R. Nelson

 

 

 

Existe uma genuína afinidade entre uma boa história de detetive e este
volume pelo Rev. C. H. Kang e Dra. Ethel R. Nelson. Os autores começam
com a observação de alguns impressionantes pontos de correspondência
entre certos caracteres da língua chinesa e elementos da narrativa das origens do ser humano no livro de Gênesis. Eles prosseguem fazendo a análise de dezenas de figuras ideográficas que compõem as palavras da língua chinesa.

A evidência por eles compilada é organizada em suporte da tese de que a antiga escrita chinesa incorpora a memória dos primórdios da humanidade. Quando os ideogramas são dissecados em suas partes componentes, repetidas vezes refletem a história de Deus e do homem encontrada nos primeiros capítulos de Gênesis. O homem e a mulher, o jardim, a instituição do casamento, a tentação e a queda, a morte, o dilúvio de Noé, a torre de Babel – estão todos lá nos pequenos desenhos e traços que compõem os ideogramas chineses.

Os autores nos fazem lembrar que a China se gaba de 4500 anos
de civilização ininterrupta. Os antigos chineses eram monoteístas que serviam
ao Supremo Governante Celestial. É impossível deixar fora da questão
que algumas de suas antigas crenças alcançam a adoração do Deus
único e verdadeiro, o Criador do Gênesis, capítulos um e dois. Se isto for
verdade, este livro representa uma das mais admiráveis descobertas teológicas de todos os tempos.

À semelhança de arqueólogos pacientes e cuidadosos, os autores
ajuntaram as evidências. Muitos hão de concordar. Outros, sem dúvida,
colocarão em cheque este trabalho. Mas, as evidências parecem pedir que
se cave mais fundo, pois não podem ser ignoradas. Não, as evidências não
podem ser colocadas de lado, como se os pontos correspondentes entre os
6 ideogramas chineses e o Gênesis fossem mero produto do acaso. Não, este
livro clama por consideração muito mais séria.

Entre as virtudes deste livro está o fato de que ele pode ser lido,
apreciado e compreendido por pessoas que não são versadas na língua
chinesa nem tampouco são estudantes de línguas.

É de fato interessante que, neste momento em que a China e os
Estados Unidos estão reatando relações normais, a língua deste povo antigo
nos fale através de ideogramas assombrosamente reminiscentes dos
primeiros capítulos de Gênesis. Deus nos deu, talvez, um ponto de referência
que podemos usar hoje para proclamar aos próprios chineses a história
completa da Bíblia com toda a riqueza do Evangelho de Jesus Cristo.

PAUL ZIMMERMAN
Presidente – Concordia Teachers College – River Forrest, Illinois