CONDIÇÕES CLIMÁTICAS E LONGEVIDADE
NÚMERO 8 – SETEMBRO 2000 / MARÇO DE 2001 – ANO 30
SUPLEMENTO DA FOLHA CRIACIONISTA NÚMERO 63/64

PROCESSOS DE DECAIMENTO

Observam-se na natureza processos de diferentes tipos, que podem ser classificados, de maneira geral, como sendo conservativos e degenerativos. A partir do estudo desses processos naturais, foram sendo induzidos, analogamente, dois tipos de leis que regem os fenômenos observados nos sistemas na natureza – as leis da conservação de grandezas físicas (como massa, energia, etc.), e as leis que caracterizam a degeneração dos sistemas. Usualmente estas últimas leis são relacionadas, no âmbito da Termodinâmica, com o comportamento peculiar da grandeza física denominada entropia, cujo valor se mantém constante ou sempre cresce nas transformações observadas na natureza sofridas pelos sistemas fechados. Este comportamento passou a ser descrito fenomenológica e matematicamente pela proposição que se tornou famosa com a denominação de Segunda Lei da Termodinâmica. Essa é a lei que rege os processos de degradação ou decaimento em toda a natureza, dos quais alguns serão apresentados a seguir, com caráter ilustrativo.

Decaimento radioativo dos elementos instáveis em geral, e em particular do Carbono-14

O Radiocarbono [6C14] é um elemento instável, que sofre um processo de degradação transmutando-se em Nitrogênio [7N14] com a emissão de raios beta (radiação ionizante), conforme descrito pela equação seguinte:

6 C14 -> 7 N14 + -1 e0

Os processos de desintegração radioativa obedecem quantitativamente à expressão: dN/dt =- N, onde N é o número de átomos radioativos, é a constante de decaimento, e t é o tempo. Por integração, essa expressão leva a uma variação exponencial do número de átomos radioativos em função do tempo, dada por N = N0 -t , onde N0 é o número de átomos radioativos no instante inicial (t=0). A curva de decaimento é uma exponencial decrescente, conforme visualizado abaixo:

 

Lesões produzidas em microrganismos devido à absorção de radiação ultravioleta

A inativação de microorganismos utilizando radiação ultravioleta (não ionizante) é prática comum em aplicações de natureza sanitária. O processo se dá devido à penetração da radiação através da parede celular, e à sua absorção pelos ácidos nucleicos, e em menor extensão pelas proteínas e outras moléculas biologicamente importantes, produzindo alterações bioquímicas letais pela dissipação, por excitação, da energia absorvida, que rompe as ligações não saturadas, principalmente as purinas e as pirimidinas, principais componentes do DNA e RNA. A atuação da radiação ultravioleta em um dispositivo experimental como o esquematizado abaixo comprova o processo degenerativo ocorrido, caracterizado por uma curva exponencial decrescente da variação da densidade final de microrganismos em função do tempo de exposição à radiação:

 

Decaimento de oscilações mecânicas ou elétricas

Em fenômenos mecânicos ou elétricos degenerativos, como por exemplo a oscilação mecânica pseudo-harmônica, com amortecimento exponencial, ou descargas elétricas oscilantes de capacitores em circuitos indutivos/resistivos, têm-se também, por integração das equações diferenciais que regem os fenômenos, curvas de decaimento com envoltórias exponenciais decrescentes, como mostra a figura abaixo:

     

 

 PARTE 1

PARTE 3