A ÁRVORE EVOLUTIVA DO HOMEM
NÚMERO 6 – SETEMBRO DE 1999 – ANO 28
SUPLEMENTO DA FOLHA CRIACIONISTA NÚMERO 61

 

 

 

ÁRVORE EVOLUTIVA?

 

Reproduz-se abaixo trecho de uma suposta árvore evolutiva com os ramos dos Australopitecos e do Homem.

(Leakey, Richard E., Origens, Ed. Melhoramentos / Ed. Universidade de Brasília, 1980)

 

 

 

Não há dúvida de que a Teoria da Evolução é útil como meio auxiliar para o arranjo ordenado dos dados disponíveis. Mas também não há dúvida que, ao ser a teoria apresentada para o consumo popular, omitindo qualquer menção aos problemas que ainda permanecem sem solução antes que ela possa ser inequivocamente considerada como estabelecida factualmente, ela passa a ser aceita como tendo sido “cientificamente comprovada”, o que, na realidade, não é uma verdade.

 

A Teoria da Evolução de fato parece poder explicar tudo, dentro de sua formulação teórica. E esta deve ser a razão pela qual somente agora algumas autoridades de estatura na área estão se dando conta de que uma teoria que pode ser usada para explicar tudo, mediante a manipulação de uma teia de argumentos, de conformidade com a ocasião, realmente é inconsistente, pela razão básica de que jamais haverá possibilidade de ser refutada. É essa a posição moderna de filósofos da ciência com relação à Teoria da Evolução. E, também, atualmente numerosos cientistas que se têm dedicado com profundidade ao estudo da biologia molecular, têm concluído que a tese da evolução gradativa dos seres vivos não encontra sustentação na realidade dos fatos, em virtude da existência do que tem sido denominado de “complexidade irredutível”: teria sido necessário um verdadeiro milagre para que um incontável número de fatores distintos tivessem se manifestado simultaneamente para que se produzissem transformações evolutivas das mais simples que pudessem ser consideradas! E milagre está fora da cogitação…

 

Segue um pequeno exemplo de teia de argumentos usados no âmbito da Teoria da Evolução para explicar coisas opostas diametralmente. Inicialmente, havia sido proposto que o aumento do tamanho do cérebro humano houvesse ocasionado a emergência do homem como Homo sapiens, o grande utilizador de artefatos,de maneira que as criaturas com cérebro menor eram consideradas inferiores na escala evolutiva. Posteriormente, ao se promoverem as criaturas com cérebro menor a utilizadoras de artefatos, passou-se a argumentar que foi o uso dos artefatos que ocasionou o aumento do cérebro! Este tipo de raciocínio constitui um ciclo vicioso, bastante usual na antropologia evolucionista atual, da mesma forma que na geologia e outros campos, embora nem sempre isso seja prontamente admitido pelos cientistas.

Outro vício de raciocínio mais geral pode ser exemplificado da forma seguinte: Sabe-se que a evolução humana é verdadeira, e portanto deve haver uma sucessão de formas desde algum ser proto-humano até o homem, distribuída ao longo da adequada escala de milhões de anos. Então, não levando em conta a localização geográfica, e adotando uma escala de tempo conveniente, torna-se possível alinhar uma série de candidatos fósseis de forma eufemicamente considerada como “uma bela seqüência”, o que então passa a demonstrar que a evolução é um fato! A possibilidade de que possa haver qualquer outra explicação para a semelhança de formas nem mesmo é trazida à consideração. Na realidade, o mero alinhamento arbitrário de fósseis com aparência humana, mesmo que sua ordem cronológica fosse correta, não demonstra descendência! Faz-se a hipótese de que a descendência é a explicação, e o alinhamento então é usado para demonstrar a hipótese.

 

 

 PARTE 3